Pesquisar este Blog

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

No Natal com Jesus - Chico Xavier


Meus irmãos e minhas irmãs: Deus nos abençoe!

O Natal é sempre o clima do amor, quando os corações, de modo mais sensível, recebem o influxo sagrado dos exemplos de Jesus.

No nosso meio, nesta nossa Seara Cristã, a data guarda o poder de um ímã, associando-nos para mais intensivamente pensarmos no Senhor, exercitando nossos potenciais de fraternidade.

No Natal, meus amigos, o apelo é divino. Há quem se sinta amargurado, porque a Luz é sempre a força de Deus a nos aferir em tudo o que fazemos e procuramos. Mas neste clima de esperança e ternura, a mobilização humana em torno da Mensagem inarticulada da Manjedoura de Belém nos emociona, induzindo-nos a agradecer ao Céu tanta bondade, tanto fervor...

Junto aos caravaneiros da Caridade, que em nome do Mestre vão distribuindo, com afeto e idealismo, os óbolos materiais aos carentes, aos irmãos menos aquinhoados do sistema social, permanecemos todos nós, com o compromisso de sermos melhores, de agregarmos ao próprio coração as virtudes vividas pelo Celeste Amigo.
Então, entre nós, o Natal é o tempo de reconsiderarmos a vida, a convivência, os propósitos e a nossa própria manifestação de fé!

Diante de tanto sofrimento que existe entre nós, nosso maior encargo, na condição de espíritas-cristãos, é o da enfermagem espiritual, do apoio fraterno e despretensioso. Obviamente que o Senhor não nos cobra tributo algum pelo que Ele nos legou, com abnegação e amor puro. Somos nós, os candidatos à condição de filhos perfeitos de Deus que nos cobramos, pois as metas morais são elaboradas em nossa consciência.

Entre nós, a presença de Jesus será sentida através dos mais nobres sentimentos, daqueles que, por sua superioridade, invariavelmente harmonizarão, consolarão, propondo, inarticulados e sem formalidades, a união e o bem de todos.

Esse clima de tolerância mútua, de amizade incondicional, paciente, benigna, disposta a ceder pela paz, é o legítimo clima do Natal com Jesus.

Quando a noite escura da ira, da revolta, da inconformação e da descrença nos visitar, precisamos recorrer, para reajustamento moral de nós próprios, aos que sofrem muito mais na Terra...

Se um capricho insatisfeito nos mina a integridade, necessitamos ouvir o pranto de uma viúva ou de uma mulher abandonada pelo esposo, sem o alimento para os filhos tenros...

Se o desencanto com a vida nos busca o coração, seja por ausência de idealismo, de fé ou por não ser correspondido afetivamente pela pessoa cortejada, carecemos sentir a imensa dor de uma mãezinha que teve seu filho arrancado do próprio seio pela adversidade, pela violência...

A vida, meus irmãos queridos, será sempre o culto do Amor de Deus, que Nosso Senhor Jesus Cristo exemplificou, sem nenhum desvio.

O Natal que nos encanta e que nos faz pensar nos semelhantes é o poder irradiante do Coração santificado de nosso Infalível Protetor, que guarda a missão de nos encaminhar as almas para Deus.

Agradeçamos, amigos, as bênçãos do Céu! Facilitemos a ação de Jesus sobre o mundo, abrindo mão das formalidades frias e excludentes, assumindo, em nós, de alma e coração, o serviço da Caridade, sob a custódia da fé ardente no amparo superior!

Nossos votos são sempre os mesmos: confiança e trabalho digno, união fraternal e tolerância renovada.

Que neste Natal – mais um a nos convidar ao Amor – possamos conviver com Jesus, mostrando-O a todos, pela sublime disposição íntima de ser melhor!
Chico Xavier

(Mensagem psicografada pelo médium Wagner Gomes da Paixão em reunião pública do dia 15 de dezembro de 2007, no Grupo Espírita da Bênção, em Mário Campos, MG)
Fraternidade Espirita Irmão Glacus.

Um comentário:

Josemar Ferrari disse...

Excelente mensagem. Mostra o quanto devemos ser gratos por aquilo que temos. Sonhar sim, mas sempre agradecer pelo que já possuímos. Obrigado por compartilhar conosco.


“Os guerreiros se preparam para serem conscientes, e a total consciência vem a eles somente quando não há mais nenhuma auto-importância restando neles. Somente quando eles são nada é que eles se tornam tudo.” Carlos Castaneda