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quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Quem é Deus?


Essa é a pergunta que intimamente em algum momento da vida, todos nós nos deparamos. Não necessariamente quem, mas sim, o que é Deus? É essa a questão que vejo muitas pessoas debaterem, a natureza de Deus.

"Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas."

Assim responde os espíritos a pergunta proferida por Allan Kardec, em O Livro dos Espíritos, sobre o que seria Deus. 
Analisando a resposta, entende-se Deus como Arquiteto Universal, infinito em sua totalidade, não tem início, nem fim, o Criador, aquele que não pode ser criado. O Universo, nada poderia existir, se não existisse Deus. Deus é a fonte eterna, tudo está infinitamente ligado a Ele.

Seria impossível para a mente humana, entender o conceito de Deus em toda sua totalidade. Á maneira que a alma evolui ela passa a ter uma concepção maior do que seria Deus, mas ainda vago.
Sobre Deus só nos é cabível saber o que o mesmo permite, e o que suportaríamos saber. Acredito que mesmo o Espírito que alcança o ápice de sua evolução, não é portador de todas essas informações, há coisas que só cabe ao Divino.

Mas essa pergunta "Quem é Deus?", me faz lembrar quando eu era criança, quando tinha aquela visão do bom velhinho, barbudo, com sua barba e cabelos bem brancos, (estilo papai noel), e no qual eu deveria ser uma menina boazinha, do contrário ele iria me castigar, ou na pior das hipóteses, eu iria para o inferno. (risos)
O que eu achava bastante contraditório, e me causava confusão, afinal, Deus era bom ou mau?
Se Deus é infinitamente bom, e é nosso Pai, não mereceria seus filhos uma segunda chance? Porque esse Pai os condenava ao castigo eterno (no caso, o inferno) caso esses filhos o desagradasse?
Ora, todo bom pai, não é paciente, benévolo, compreensivo com seus filhos?

Questionamentos fora a parte, ainda há quem tenha essa concepção de Deus que descrevi quando era criança, visto á maneira do Antigo Testamento, como um homem extremamente poderoso, um homem como qualquer outro, dotado de qualidades e defeitos, que fica no Céu com seu cajado, regendo o destino dos homens, e ai de quem ousar desobedecer as suas ordens. Um Deus vingativo, colérico, e porque não dizer mau, será que Deus é bipolar?
Um Deus interessado apenas em receber honras e homenagens, e punindo eternamente aqueles que não lhes servem e recompensando os que o adulam.

Já dizia, aquele que conhece a Luz, não poderá viver nas Trevas, a Luz domina a escuridão. Como um Ser Divino, que é pura luz e misericórdia, que habita a mais Alta Esfera Superior, poderá viver a dualidade? Isso é condição imposta á nós homens, que estamos a vivenciar a vida na matéria, que fomos criados simples e ignorantes, a negatividade não faz parte da essência Divina de Deus.

Quando a Bíblia fala que fomos criados á imagem e semelhança de Deus, não refere-se á um corpo físico, á uma personalidade, e sim que somos portadores de um espírito imortal, que somos possuidores da sua essência Divina, que somos parte de um Todo. Deus apresenta-se como um Espírito, não como um homem.

A ideia de Deus transmitida por Moisés e pelos antigos profetas foi a que se adaptava à compreensão de um povo de pastores, há trinta e muitos séculos. Era uma época marcada por guerras, conflitos, eles não conheciam outra língua, foi talvez a maneira encontrada para pôr ordem na baderna, impondo o medo e o temor, precisavam entender que existiam Leis e estas precisavam ser respeitadas. Um Chefe.

A ideia de Deus que Jesus transmitiu, sem negar o que era divino na Lei de Moisés, foi a de um Deus de amor, compaixão e justiça. Um Pai.

Seria impossível definir Deus, qualquer definição seria incompleta. A nossa linguagem é pobre e insuficiente para definir as coisas que estão acima da inteligência do homem.

Deus é bom, justo e misericordioso. Ele não espera que o reverenciamos e o adulamos afim de conseguir recompensas, se fosse assim ele estaria sendo injusto, isso implicaria dizer que uns são melhores que outros, que tem a sua preferência, e Deus não faz distinção entre seus filhos, nesse caso estaríamos falando de um Pai que gosta de ser bajulado e interesseiro, e não de um Pai que almeja um bem maior, mas como eu disse, Deus é justo, existe a Lei de Ação e Reação, o nosso passado define o nosso presente, e o nosso presente define o nosso futuro. Todos fazemos parte de um Plano Divino, estamos exatamente onde deveríamos estar, na hora certa, recebemos as provas de que precisamos, e juntamente com as provas as armas de que necessitamos para lutar.

Deus não quer saber do seu credo, religião, se você frequenta a missa ou não... o que ele espera de nós é uma reforma íntima, uma moral mais elevada, á dois mil anos atrás Jesus nos pediu uma coisa bem simples, pediu que nos amássemos uns aos outros, e já se passaram dois mil anos e parece que as pessoas ainda não aprenderam essa lição tão simples e tão valorosa.

O amor é a chave de todos os males. Não vamos deixar para amanhã o que pode e deve ser feito hoje, vamos iniciar uma reforma íntima, se esforçar para fazer e desejar o melhor, a mudança ocorre de dentro para fora, e não de fora para dentro, você é o único responsável pela sua salvação.

2 comentários:

Sérgio Santos disse...

Excelente texto, Thairys. E até mesmo adultos ainda fazemos essa pergunta. Mas quando criança também achava que era um velhinho e algumas vezes achei até que era o Papai Noel. rs

E o final da postagem diz tudo, Deus não quer saber se vc tem ou não uma religião ou se vai ou não à missa, ele quer que a gente ame e respeito o próximo, e seja íntegro. Bjs e boa sexta!

Thairys Moreno disse...

Com certeza Sérgio, é o que eu acredito, o respeito e dedicação ao próximo, a integridade e a boa moral é que farão toda a diferença, só assim poderemos construir não só um mundo melhor, mas reconstruir á nós mesmos!
Obrigada por expor a sua opinião.
Beijos e boa sexta-feira pra vc tb!


“Os guerreiros se preparam para serem conscientes, e a total consciência vem a eles somente quando não há mais nenhuma auto-importância restando neles. Somente quando eles são nada é que eles se tornam tudo.” Carlos Castaneda