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quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Lei de Adoração


Finalidade da Adoração

A concepção da paternidade divina traz benefícios enormes ao Espírito. Vindo de Deus, todas as almas são irmãs; todos os filhos da raça humana são unidos por laços estreitos de paternidade e solidariedade.

Em decorrência desses conhecimentos passa-se a entender e a justificar a relação que os homens devem ter para com o seu Criador.Adoração, consiste na elevação do pensamento a Deus.Pela adoração o homem aproxima dele a sua alma.

A adoração está na Lei Natural pois resulta de um sentimento inato no homem. Por essa razão é que existe entre todos os povos, se bem que de forma diferente.Ensina-nos a Doutrina Espírita que a adoração dispensa aparatos exteriores.

A verdadeira adoração é a do coração, aquela que parte do homem e se dirige a Deus no recanto de sua consciência, sem cerimônias e rituais religiosos.

Vida Contemplativa

Como conseqüência do ato de adoração, muitos homens se afastam do mundo, vivendo isolados em vida contemplativa.

Nenhum mérito traz a vida contemplativa porque, se é certo que não fazem o mal, também o é que não fazem o bem e são inúteis. Demais, não fazer o bem já é um mal. Deus quer que o homem pense nele, mas não quer que só nele pensem, pois que lhe impõe deveres a cumprir na Terra. Quem passa todo o tempo na meditação e na contemplação nada faz de meritório aos olhos de Deus, porque vive uma vida toda pessoal e inútil à Humanidade.

Disseram os Benfeitores a Kardec [LE - qst 673]:
“Amparar os pobres e os aflitos é o melhor meio de homenagear a Deus.”

Sacrifícios

A palavra sacrifício, etimologicamente, tem o sentido de “fazer alguma coisa sagrada.” No sentido primitivo e unicamente religioso, representa uma oferenda que se faz à divindade, através de rituais. A oferenda pode ser representada por uma pessoa ou animal vivo, ou ainda produtos de colheita vegetal ou outros objetos.

É importante que se faça uma diferença entre o conceitos religiosos que se tem do termo e a sua concepção social ou popular. Assim, no aspecto religioso, além da característica do ritual, subentende-se que o sacrifício será consumido pela divindade. O fato de alguém exercer tarefas que certas religiões exigem dos adeptos, como por exemplo, o pagamento do dízimo, não são sacrifícios, mas regras da prática religiosas.

Raramente é usado em ciências sociais no seu significado popular de renúncia de qualquer coisa de valor em favor de qualquer autoridade superior ou objeto de respeito ou dever. 
O propósito declarado do sacrifício varia muito entre as diferentes culturas.

Por extensão, o sacrifício pode ser considerado como uma renúncia ou privação voluntária de alguma coisa. Neste sentido, o Espiritismo esclarece-nos que as privações voluntárias meritórias seriam representadas pela“privação dos gozos inúteis, porque desprende da matéria o homem e lhe eleva a alma. Meritório é resistir à tentação que arrasta ao excesso ou ao gozo das coisas inúteis; é o homem tirar do que lhe é necessário para dar aos que carecem do bastante.”

Portanto, para a Doutrina Espírita, fazer o bem aos nossos semelhantes é o maior mérito que as privações voluntárias podem proporcionar.

 A Prece e Sua Eficácia

“Há quem conteste a eficácia da prece, com fundamento no princípio de que, conhecendo Deus as nossas necessidades, inútil se torna expô-las.” [ESE - cap. XXVII it 6]

Este argumento não oferece muita lógica porque, independente de Deus conhecer as nossas necessidades, a prece proporciona, a quem ora, um bem-estar incalculável já que aproxima a criatura do seu Criador.
Não existe qualquer fórmula para orar.

“O Espiritismo reconhece como boas as preces de todos os cultos, quando ditas de coração e não de lábios somente.” [ESE - cap. XXVIII it 1]

A qualidade principal da prece é ser clara, simples e concisa. Pode ter por objeto um pedido, um agradecimento, ou uma glorificação. As preces feitas a Deus escutam-nas os Espíritos incumbidos da execução de suas vontades.

“Pela prece, obtém o homem o concurso dos bons Espíritos que acorrem a sustentá-lo em suas boas resoluções e a inspirar-lhe idéias sãs. Ele adquire, desse modo, a força moral necessária a vencer as dificuldades e a volver ao caminho reto, se deste se afastou. Por esse meio, pode também desviar de si os males que atrairia pelas suas próprias faltas.” [ESE - cap. XXVII it 11]

Quando Jesus nos disse: “tudo o que pedirdes com fé, em oração, vós o recebereis” [Mateus XXI:22] revelou-nos que o ato de orar é algo muito profundo do que se pode observar à primeira vista. Desta máxima: “concedido vos será o que quer que pedirdes pela prece”, fora ilógico deduzir que basta pedir para obter e fora injusto acusar a Providência se não acede a toda súplica que se lhe faça, uma vez que ela sabe, melhor do que nós, o que é para o nosso bem.

“O que o homem não deve esquecer, em todos os sentidos e circunstâncias da vida, é a prece do trabalho e da declaração, no santuário de lutas purificadoras, porque Jesus abençoará as suas realizações de esforço sincero.”

É importante, pois, aprender a orar e a entender as respostas do Alto às nossas súplicas. “Entre o pedido terrestre e o Suprimento Divino, é imperioso funcione a alavanca da vontade humana, com decisão e firmeza, para que se efetive o auxílio solicitado”.

“Em verdade, todos nós podemos endereçar a Deus, em qualquer parte e em qualquer tempo, as mais variadas preces; no entanto, nós todos precisamos cultivar paciência e humildade, para esperar e compreender as respostas de Deus.”

Características da Prece

• É clara, simples, espontânea e breve;
• Está acompanhada de sentimento de humildade e sinceridade;
• Dispensa aparatos exteriores;
• Independe de local, hora, atitude física e gestos.

Fonte: http://bvespirita.com

Um comentário:

luzes dobem disse...

Ola amiga!
Muito bom post, parabenizo-a novamente pelo otimo trabalho e textos =)
A prece é amiga em todas as horas,objeto de muitos estudos já comprovando sua eficácia.
gD BJ,
fLAVIA


“Os guerreiros se preparam para serem conscientes, e a total consciência vem a eles somente quando não há mais nenhuma auto-importância restando neles. Somente quando eles são nada é que eles se tornam tudo.” Carlos Castaneda