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domingo, 18 de agosto de 2013

Por que Buscamos Jesus na Casa Religiosa?


Emmanuel afirma no livro A Caminho da Luz, psicografia de Francisco Cândido Xavier, que Jesus é o governador de nosso planeta. Tem a tarefa de conduzir as coletividades que aqui evoluem desde que a Terra desprendeu-se do Sol, massa de fogo incandescente, há aproximadamente quatro bilhões e quinhentos milhões de anos. Preposto de Deus, Jesus foi convocado pelo Criador para essa elevada missão. Encarnou na Terra uma única encarnação. Foi criado simples e ignorante, ou seja, sua evolução não aconteceu em linha reta como muitos acreditam. Porque os desacertos fazem parte de nosso aprendizado. 

Aprendemos com os próprios erros, observando a lei de causa e efeito. Seria injusto Deus ter seus eleitos, privilegiando uns e outros não. Jesus está onde chegaremos um dia, mas esteve, um dia, onde estagiamos hoje. Viveu seu aprendizado alhures, em outros mundos.
POR QUE BUSCAMOS JESUS NO CENTRO ESPÍRITA, NO TEMPLO PROTESTANTE, NA IGREJA CATÓLICA OU EM OUTRA DENOMINAÇÃO RELIGIOSA CRISTÃ? Para buscar uma vida mais equilibrada e digna? Refletir a respeito de nossas responsabilidades? Superar vícios e mazelas? Participar nos serviços do Bem? Ou apenas desejamos que Jesus: 

Remova nossas dificuldades? Solucione nossos problemas? Restaure nossa saúde? Conceda-nos a felicidade? Não é isso uma espécie de escambo, uma troca que não envolve dinheiro? Dou minha presença, submeto-me ao culto com a intenção de algo receber? Tanto é assim que muita gente deixa de participar porque não recebeu o benefício que buscava, o favor que esperava. ISSO É COMERCIALIZAR O SAGRADO. 

Nas atividades religiosas costumamos ouvir: Se receber as bênçãos desejadas serei um contribuinte; Se resolver meus problemas trabalharei pelos pobres; Se alcançar a cura serei uma pessoa melhor. Há quem faz adiantamentos: Uma visita a família carente; Um exercício de tolerância.

Alguns pregadores exploram essa tendência. Parecem camelôs a pregoar o seu produto, como se a felicidade fosse uma mercadoria, não uma realização íntima. Há fiéis que enunciam seus projetos de comércio com a divindade na forma de promessas solenes a serem cumpridas depois de receberem os benefícios desejados. Algumas são bastante ingênuas, relacionadas com inúteis mortificações como: Carregar cruz; Subir escadarias de joelhos; Privar-se de alimentos; etc. Onde no Evangelho mostra Jesus ensinando estas atitudes? Ele não quer que mortifiquemos o corpo e sim a alma, abrandando o coração, modificando nossas atitudes para melhor; eliminando ódios, rancores, vinganças, preconceitos, explorações. Porque o grande ensinamento de Jesus foi o AMOR. Se amamos realmente a nós mesmos, não permitimos a autoagressão através dos vícios, morais ou físicos. 

Se nos amamos, buscamos a educação moral e intelectual; Se amamos nosso semelhante, nunca nos permitiremos a desonestidade, a raiva, a inveja, a agressão e, muito menos, a indiferença. Se amamos Jesus, buscamos a luz dentro de nós mesmos, compreendendo que viver é aprender a servir para o bem. Não é difícil entender que para se viver com o Guia da Terra em experiência integradora, devemos desenvolver em nosso caráter o que existe de mais sóbrio, de mais lúcido e grandioso, engajando-nos na verdadeira educação. Mas, infelizmente, muitos ainda buscam o mesmo que o povo daquela época buscava. Vemos hoje muitos chegando à religião, submetendo-se aos rituais, cultos, dogmas, “buscando graças variadas”, etc., mas não se transformam, não buscam saber o que Jesus espera delas. 

Converter-se não é só a palavra e o conhecimento, converter-se é transformar a palavra e o conhecimento em ação. Porque há muitas pessoas que, na aparência, mostram seguir Jesus, mas, de fato, não o seguem; ao passo que, muitos que parecem não seguir, estão a caminho com Ele. Por isso, em defesa de nossa paz, não devemos buscar o culto religioso como um canal aberto para obter favores do Céu. Melhor situá-lo como uma convocação para fazer o que o Céu espera de nós.

Fonte: http://grupoallankardec.blogspot.com.br

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“Os guerreiros se preparam para serem conscientes, e a total consciência vem a eles somente quando não há mais nenhuma auto-importância restando neles. Somente quando eles são nada é que eles se tornam tudo.” Carlos Castaneda