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sexta-feira, 7 de junho de 2013

Escala Espírita


TERCEIRA ORDEM - ESPÍRITOS IMPERFEITOS


Caracteres gerais. - Predominância da matéria sobre o Espírito. Propensão ao mal. Ignorância, orgulho, egoísmo e todas as más paixões que lhes são a conseqüência.

Têm intuição de Deus, mas não o compreendem.

Nem todos são essencialmente maus; em alguns, há mais de leviandade, de inconsequência e de malícia do que de verdadeira maldade. Uns não fazem nem o bem e nem o mal; mas, somente por isso, que não fazem o bem, denotam a sua inferioridade. Outros, ao contrário, se comprazem no mal, e ficam satisfeitos quando encontram oportunidade de fazê-lo.
Podem aliar a inteligência à maldade ou à malícia; mas, qualquer que seja o seu desenvolvimento intelectual, suas idéias são pouco elevadas e seus sentimentos mais ou menos abjetos.

Seus conhecimentos, sobre as coisas do mundo espírita, são limitados, e o pouco que sabem se confunde com as idéias e os preconceitos da vida corporal. Não podem, dela, nos dar senão noções falsas e incompletas; mas, o observador atento, freqüentemente, encontra em suas comunicações, mesmo imperfeitas, a confirmação de grandes verdades ensinadas pelos Espíritos superiores.

Seu caráter se revela pela sua linguagem. Todo Espírito que, em suas comunicações, revela um mau pensamento, pode ser classificado na terceira ordem; conseqüentemente, todo mau pensamento que nos é sugerido vem dum Espírito dessa ordem.

Vêem a felicidade dos bons, e essa visão, para eles, é um tormento incessante, porque experimentam todas as angústias que, a inveja e o ciúme podem produzir.

Conservam a lembrança e a percepção dos sofrimentos da vida corporal e essa impressão, freqüentemente, é mais penosa do que a realidade. Sofrem, pois, verdadeiramente, pelos mates que sofreram e pelos que fizeram os outros sofrer; e, como sofrem por longo tempo, creem sofrer sempre; Deus, para puni-los, quer que assim creiam.

Podem ser divididos em quatro grupos principais.

Nona classeESPÍRITOS IMPUROS. - São inclinados ao mal e dele fazem o objeto das suas preocupações. Como Espíritos, dão conselhos pérfidos, insuflam a discórdia e a desconfiança, e tomam todas as máscaras para melhor enganarem. Ligam-se aos caracteres bastante fracos para ceder às suas sugestões, a fim de compeli-los à sua perdição, satisfeitos em poderem retardar o seu adiantamento, fazendo-os sucumbir nas provas que suportam.

Nas manifestações, são reconhecidos pela sua linguagem; a trivialidade e a grosseria das expressões, nos Espíritos como nos homens, é sempre um indício de inferioridade moral, senão intelectual. Suas comunicações revelam a baixeza das suas inclinações, e se querem fazer que se enganem, falando de modo sensato, não podem sustentar o seu papel por muito tempo e acabam, sempre, por trair a sua origem.

Certos povos fazem deles divindades malfazejas, outros os designam sob o nome de demônios, maus gênios, Espíritos do mal.

Os seres vivos que animam, quando estão encarnados, são inclinados a todos os vícios que engendram as paixões vis e degradantes: a sensualidade, a crueldade, o embuste, a hipocrisia, a cupidez, a sórdida avareza.
Fazem o mal pelo prazer de fazê-lo, o mais freqüentemente, sem motivos, e, pelo ódio ao bem, quase sempre, escolhem as suas vítimas entre as pessoas honestas. São flagelos para a Humanidade, a qualquer classe da sociedade a que pertençam, e o verniz da civilização não os garante do opróbrio e da ignomínia.

Oitava classeESPÍRITOS LEVIANOS. - São ignorantes, malignos, inconseqüentes e zombeteiros. Imiscuem-se em tudo, respondem a tudo, sem se importarem com a verdade. Comprazem-se em causar pequenos aborrecimentos, pequenas alegrias, em atormentar, em induzir maliciosamente ao erro através de mistificações e travessuras. A essa classe pertencem os Espíritos vulgarmente designados sob os nomes de duendes, gnomos. Estão sob a dependência de Espíritos superiores, que os empregam, freqüentemente, como o fazemos com os serviçais e operários.

Parecem, mais do que outros, apegados à matéria, e representam ser os agentes principais das vicissitudes dos elementos do globo, seja porque habitam o ar, a água, o fogo, os corpos duros ou as entranhas da Terra. Manifestam, freqüentemente, sua presença por efeitos sensíveis tais como os golpes, o movimento e deslocamento anormal dos corpos sólidos, a agitação do ar, etc., o que se lhes faz dar o nome de Espíritos batedores ou perturbadores. 

Reconhece-se que, esses fenômenos, não são devidos a uma causa fortuita e natural, quando têm um caráter intencional e inteligente. Todos os Espíritos podem produzir esses fenômenos, mas os Espíritos elevados os deixam, em geral, nas atribuições de Espíritos inferiores, mais aptos às coisas materiais do que às coisas inteligentes.

Em suas comunicações com os homens, sua linguagem, algumas vezes, é espirituosa e engraçada, mas, quase sempre, sem profundidade; ligam as bizarrices e os ridículos que exprimem em tiradas mordazes e satíricas. Se ostentam nomes supostos, mais freqüentemente, é por malícia do que por maldade.

Sétima classeESPÍRITOS pseudo-sábios. - Seus conhecimentos são bastante extensos, mas, creem saber mais do que sabem em realidade. Tendo alcançado algum progresso em diversos pontos de vista, sua linguagem tem um caráter sério que pode enganar sobre as suas capacidades e as suas luzes; mas, o mais freqüentemente, não é senão um reflexo dos preconceitos e das idéias sistemáticas da vida terrestre; é uma mistura de algumas verdades ao lado dos mais absurdos erros, no meio dos quais descobrem a presunção, o orgulho, o ciúme e a teimosia dos quais não puderam se despojar.

Sexta classeESPÍRITOS neutros. - Não são nem bastante bons para fazerem o bem e nem bastante maus para fazerem o mal; pendem tanto para um quanto para o outro, e não se elevam acima da condição vulgar da humanidade, tanto pelo moral quanto pela inteligência. Participam das coisas deste mundo, das quais lamentam as alegrias grosseiras.


SEGUNDA ORDEM - BONS ESPÍRITOS


Caracteres gerais. - Predominância do Espírito sobre a matéria; desejo do bem. Suas qualidades e o seu poder para fazerem o bem estão em razão do grau que alcançaram: uns têm a ciência, os outros a sabedoria e a bondade; os mais avançados unem o saber às qualidades morais. Não estando, ainda, completamente desmaterializados, conservam, mais ou menos, segundo sua classe, os traços da existência corporal, seja na forma da linguagem, seja em seus hábitos, onde se encontram mesmo algumas das sua manias; de outro modo, seriam Espíritos perfeitos.

Compreendem Deus e o Infinito, e já gozam da felicidade dos bons. São felizes pelo bem que fazem e pelo mal que impedem. O amor que os une é, para eles, a fonte de uma felicidade inefável que não é alterada nem pela inveja, nem pelos desgostos, nem pelos remorsos, nem por nenhuma das más paixões que fazem o tormento dos Espíritos imperfeitos; mas todos têm, ainda, provas a suportar até que tenham atingido a perfeição absoluta.

Como Espíritos, suscitam bons pensamentos, desviam os homens do caminho do mal, protegem, na vida, aqueles que disso se tornam dignos, e neutralizam a influência dos Espíritos imperfeitos naqueles que não se comprazem em suportá-la.

Aqueles em quem estão encarnados, são bons e benevolentes para com os seus semelhantes; não são movidos nem pelo orgulho, nem pelo egoísmo, nem pela ambição; não sentem nem ódio, nem rancor, nem inveja, nem ciúme, e fazem o bem pelo bem.

A essa ordem pertencem os Espíritos designados, nas crenças vulgares, sob os nomes de bons gênios, gênios protetores, Espíritos do bem. Nos tempos de superstição e de ignorância, deles fizeram divindades benfazejas.
Podem, igualmente, ser divididos em quatro grupos principais.

Quinta classeESPÍRITOS BENEVOLENTES. - Sua .qualidade dominante é a bondade; comprazem-se em servir aos homens e protegê-los, mas seu saber é limitado: seu progresso se cumpriu mais no sentido moral do que no sentido intelectual.

Quarta classeESPÍRITOS SÁBIOS.- O que os distingue, especialmente, é a extensão dos seus conhecimentos. Preocupam-se menos com questões morais do que com questões científicas, para as quais têm mais aptidão; mas, não encaram a ciência senão sob o ponto de vista da utilidade, e nisso não misturam nenhuma das paixões que são próprias dos Espíritos imperfeitos.

Terceira classeESPÍRITOS SENSATOS. - Suas qualidades morais, da mais elevada ordem, formam seu caráter distintivo. Sem terem os conhecimentos ilimitados, são dotados de uma capacidade intelectual que lhes proporciona um julgamento sadio sobre os homens e sobre as coisas.

Segunda classeESPÍRITOS superiores.- Reúnem a ciência, a sabedoria e a bondade. Sua linguagem não respira senão a benevolência; é constantemente digna, elevada, freqüentemente sublime. Sua superioridade torna-os, mais do que aos outros, aptos a nos darem as mais justas noções sobre as coisas do mundo in-corpóreo, nos limites do que é permitido ao homem conhecer. Comunicam-se, voluntariamente, com aqueles que procuram a verdade de boa-fé, e cuja alma esteja bastante liberta dos laços terrestres para compreendê-la, mas se afastam daqueles que se animam unicamente pela curiosidade, ou que a influência da matéria afasta da prática do bem.
Quando, por exceção, se encarnam na Terra, é para nela cumprirem uma missão de progresso, e nos oferecem, então, o modelo da perfeição, à qual a Humanidade pode aspirar neste mundo.


PRIMEIRA ORDEM - PUROS ESPÍRITOS


Caracteres gerais. - Influência da matéria nula. Superioridade intelectual e moral absoluta com relação aos Espíritos de outras ordens.

Primeira classe. Classe única. - Percorreram todos os graus da escala e se despojaram de todas as impurezas da matéria. Tendo alcançado a soma de perfeição, da qual a criatura é suscetível, não têm mais a suportar nem provas, nem expiações. Não estando mais sujeitos à encarnação em corpos perecíveis, para eles, é a vida eterna que cumprem no seio de Deus.

Gozam de uma felicidade inalterável, porque não estão sujeitos nem às necessidades, nem às vicissitudes da vida material; mas essa felicidade não é a de uma ociosidade monótona passada numa contemplação perpétua. São os mensageiros e os ministros de Deus, cujas ordens executam para a manutenção da harmonia universal. Comandam a todos os Espíritos que lhes são inferiores, os ajudam a se aperfeiçoarem e lhes assinalam a sua missão. 

Assistir os homens em sua aflição, excitá-los ao bem, ou à expiação das faltas que os distanciam da felicidade suprema, para eles, é uma doce ocupação. São designados, algumas vezes, sob o nome de anjos, arcanjos ou serafins.
Os homens podem entrar em comunicação com eles, mas bem presunçoso seria aquele que pretendesse tê-los, constantemente, às suas ordens.


ESPÍRITOS ERRANTES OU ENCARNADOS


Sob o aspecto das qualidades íntimas, os Espíritos são de diferentes ordens, que percorrem, sucessivamente, à medida que se depuram. Como estado, podem estar encarnados, quer dizer, unidos a um corpo, num mundo qualquer; ou errantes, quer dizer, desligados do corpo material e esperando uma nova encarnação para se melhorarem.

Os Espíritos errantes não formam uma categoria especial; é um dos estados em que podem se encontrar.

O estado errante ou erraticidade, não constitui uma inferioridade para os Espíritos, uma vez que, nele, podem ser encontrados de todos os graus. Todo Espírito que não esteja encarnado, está, por isso mesmo, errante,com exceção dos Puros Espíritos que, não tendo mais encarnação a suportarem, estão no seu estado definitivo.

A encarnação, não sendo senão um estado transitório, a erraticidade é, na realidade, o estado normal dos Espíritos, e esse estado não é, forçosamente, uma expiação para eles; são felizes ou infelizes segundo o grau de sua elevação, e segundo o bem ou o mal que fizeram.

Revista Espírita, fevereiro de 1858
Fonte: http://www.espirito.org.br

2 comentários:

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Olá
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e se puder seguir. Ficarei feliz.
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Thairys Moreno disse...

Olá! Fico feliz que tenha gostado!
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“Os guerreiros se preparam para serem conscientes, e a total consciência vem a eles somente quando não há mais nenhuma auto-importância restando neles. Somente quando eles são nada é que eles se tornam tudo.” Carlos Castaneda